Wham - Careless Whisper (até um supermegamacho como eu é influenciado pelo Natal :)
Comer iogurtes naturais é de macho…
Wham - Careless Whisper (até um supermegamacho como eu é influenciado pelo Natal :)
Comer iogurtes naturais é de macho…
Há eternidades que não te escrevo. Um gajo quando anda ditoso nunca tem muito vagar para escritas ou o que quer que seja. O tempo de felicidade tem um passo muito apressado. Durmo na tua cama quase todos os dias e estudo quando tenho tempo ou quando não estou com a cabeça a mil.
Armando Gama - Esta balada que te dou
Normalmente a estética ocidental do que quer que seja implica uma conclusão e simetria absolutas. Queremos sempre que a nossa casa esteja toda acabada, que a nossa tese de doutoramento seja uma obra-prima, que na cama haja sexo anal, enfim um chorrilhão de coisas que aparentemente assumem uma importância de vida ou de morte ou que anda lá perto. Como é obvio, essa mania das conclusões e perfeições pode por vezes gerar a maior das frustrações mas uns japonocas de outros tempos resolveram esse problema por nós. Devido a influências budistas, nasceu no Japão há muitos séculos a estética da imperfeição (Wabi-sabi), a beleza de tudo o que é incompleto, imperfeito e passageiro. Só tudo é que é extemporâneo pode ser verdadeiramente belo…
Como eu gostava de ti antes de dormir contigo…
Pudesse eu voltar a sentir esse teu meu Amor antigo de volta…
Coração espartilhado… Ouvi esta música mais de mil vezes e pensei em ti sem a acanhada prostração da derrota…
A orfandade de sentimentos é daquelas coisas que não mata mas mói. Ora elas são as agridoces arrelias da solidão onanista ou então os dias de chuva passados na cama sem o mínimo vislumbre dum qualquer pensamento mais apaixonado. Uma seca portanto. Nada de muito tortuoso ou digno da mais fatídica literatura russa. Estar assintomático nessa coisa da paixão será sempre uma má notícia. Nada como nos voltarmos a apaixonar outra vez e no fundo do nosso ser nos preparamos novamente para a maior das quedas.
Haverá ela coisa que nos active mais o neurónio do que a mais lancinante das dores associadas à perda de uma grande paixão…
Nada como nos apaixonarmos à bruta e esperarmos em pulgas pela desilusão da nossa vida :)

Comprem, descarreguem, surripiem da FNAC, peçam ao vizinho, whatever, mas ouçam muitas vezes… Não há quaisquer contra-indicações conhecidas…
Confesso, prontos, prontos confesso… Costumo ver o programa da BBC sobre escultura que dá antes do câmara clara…
Foda-se sou um gajo esquisito…
The Smiths - Please let me get what I want
Nada de novo no país das maravilhas. O Ricardo continua encalhado entre os novos e lindos livros de fisiologia humana que chegaram esta semana e uma terrível e dolorosa intermitência amorosa. Custa-me muito gostar de alguém só em dias certos. Por mim gostava todos os dias, telefonava todos os dias quando me fosse deitar. Por mim seria assim… Mas depois há esse meu lado tenebroso e pretensiosamente cool que me impede de ser o mais disparatado dos românticos. Sempre achei que uma pessoa cool seria assim. Que segundo o protocolo cool se deveria telefonar quando calhasse ou que pelo menos se parecesse à feliz obra do acaso.
Ser cool é afinal a maior das cruzes…
Não sou muito de mexer na minha lista vips do TMN mas lá consegui expulsar alguém e pôr lá o teu número…
Temos oficialmente Moura na costa…
Depois de dias e dias de constante mau aspecto o presidente lá se decidiu sujeitar-se a umas enormes tesouradas. A rapariguita onde tenho o prazer de cortar o cabelo encontrava-se de férias… O drama… O horror… Casamento este fim-de-semana em Zurique e esta malfadada melena…
Deambulações pelo bairro, passo por dois barbeiros… Acelero o passo ansioso… Foda-se, não quero que seja um gajo a cortar-me o cabelo, porque me dá uns calores esquisitos não sei onde e isso poderia melindrar a minha poderosíssima heterossexualidade…
Passos alongados e lá consigo encontrar uma jeitosa para me cortar a trufa… Só deus sabe o poderoso efeito que uma massagem capilar surte no presidente…
Sempre fui pouco de ter saudades de quem quer que seja. Talvez seja por isso o pior dos amantes, o mais infame dos amigos e um filho esquisito. Sou daquelas pessoas que vive muito dentro de si, pouco se lembrando dos outros…
Gostava de não ser assim mas não sou… Sou o pior dos egocêntricos…
Lulu and the Lampshades - You're Gonna Miss Me
Às vezes apaixono-me porque gostam de mim…
Outras vezes não…
Para além dos potenciais problemas românticos associados a um fim-de-semana de queca (a sério que me custa separar a fodenga dos sentimentos românticos, mas eu devo ser um rapaz retrógrado e essas coisas…) o maior problema é mesmo a vontade de mandar quecas outra vez. Nem que seja com aquela vizinha simpática mas de se fugir a sete pés.
Quando se está durante algum tempo sem actividade alcovaniana uma pessoa parece esquecer-se de como é deleitoso e prazenteiro o acto de fazer amor. Mas reiniciado o processo queremos ser desordeiros outra e outra vez…
Eu sou daquele tipo de pessoas que evita abrir as bolachas mas quando come uma, só consegue parar na última…
Por mais que anseie e até vivencie a mais exasperante das esperas em relação à minha outra metade, hoje foi um dia feliz. Comi línguas de veado e bebi coca-cola. Fui chatear a Xana e consegui finalmente tirar o cartão de estudante. A Sofia deu-me um livrinho fixe e durante a tarde comi amendoins e estive em seminários sobre patologias congénitas.
Não. O presidente não está a ser irónico… Às vezes o presidente "esquece-se" das coisas boas da vida… Esquece-se que é genuinamente feliz mesmo que não esteja irreversivelmente apaixonado por ninguém há séculos…
Quando se dorme com alguém resolve-se um problema mas aparecem sempre inquietações novas. Sou daqueles tipos sensíveis e bons que não conseguem separar as águas. Por mais que tente dizer a mim mesmo que estou numa exploração "national-geográphica" da queca as coisas acabam sempre por complicar-se. Enamoro-me sem querer… Um gajo com as calças na mão é sempre um gajo propenso aos mais agravados problemas.
Depois dum fim-de-semana com poucas horas de sono e muitas epifanias tento perceber o que fazer com o "problema". Telefono hoje ou deixo para amanhã. Tento pensar nas coisas com cabeça ou deixo andar e talvez enredar-me em maiores complicações…
Valete - Baza correr com o Paulo Bento
Há dias em que ando tão absorto em aulas e letras miúdas que me esqueço de tudo o resto. Há semanas que não leio um romance, que não vejo televisão, que não tiro fotografias, que não oiço música, que não descontraio…
Sei que devia fazer mais das coisas que me fazem feliz mas ao mesmo tempo nem me chego a aperceber do estado eclipsado em que ando… O trabalho em demasia salva-nos sempre dos pensamentos mais parvos…
O presidente não gosta de baixar a guarda e de deixar-se iludir no doce e labiríntico mundo dos encontros com pessoas que conhece na net…
Mas às vezes é tão difícil resistir…
Não devia ter-me deitado às seis da manhã… Como eu abomino os dias de ressaca…
Muitas vezes empoleiravas-te em mim e cobrias-me de beijos, eram felizes esses dias. Outras vezes dizias coisas absurdas em voz alta. Vociferadas, nomes errados, copos, pratos e tudo o que soubesse voar. De princípio gritava também, esbracejava mas acabava sempre por ter a mais mísera e incompreendida das tuas respostas. Naquele dia disse que não. Estava farto desses dias apinhados de gritos e palavras feias. De dentro da gaveta que estava sob a mesa da cozinha tirei a maior faca que encontrei. Não me lembro de entrar pela sala adentro. Se tinha o cuchilho para cima ou se para baixo, se fui a correr ou mesmo se te disse qualquer coisa, desculpa mas não me vêm agora à memória essa breve jornada até à sala.
Um silêncio mudo… Percebi o teu medo. Também tive disso. Puxei a cadeira junto à mesa com uma mão, sentei-me devagar e pousei o mal com a maior das deferências. Continuamos sem ter nada para dizer ou fazer. Durante esses minutos de imensa quietude senti-me acalorado por uma grande felicidade, estávamos os dois sem gritos e as outras coisas. Toquei com as mãos na lâmina, deste um passo atrás. Sem ideias iluminadas e com a porcaria da faca tão acirrada só me lembrei que a devia espetar num sítio qualquer em que saísse muito sangue. Serrilhei os pulsos a custo e foda-se, doeu mais do que muito… Pousei o mal de contra a mesa e as mãos cheias de sangue também…
Não me lembro do resto mas gosto de ter abeirada a mim em graves e delicados cuidados… Ah como eu gosto dos teus beijos…
Continuo portanto à espera da mais improvável das epifanias…
Chegar a casa faminto, abrir o frigorífico e encontrar bagos sumarentos e deliciosos de romã numa malga…
Como é doce a vida na casa dos pais :)
O presidente não quer estudar numa sexta-feira à noite… O presidente anseia sim, pela mais incrível das rambóias.
É o oficial…
O presidente vivencia a mais fortes das privações senso-emocionais porque faltou às aulas da manhã…
Poderá o maior dos amores vir de mansinho. Nunca provei o gosto dum desses amores delicodoces, que nos toma pelos pés sem sequer nos darmos conta. Gostamos disso… Gostamos dos pequenos detalhes, dos sorrisos comprometidos ou então gostamos dum mundo de outras coisas que não conseguimos explicar com letras e números. Penso várias vezes na palavra doce e no teu modo gentil e preocupado.
O mirante é actualmente o melhor diário português. Lede esta magnífica notícia :)
Há duas coisas que me aterrorizam nesta coisa de ser médico. A primeira é fazer o diagnóstico errado e pôr em risco a vida de alguém. A segunda é descobrir que padeço de uma maleita qualquer.
Sempre fui de fugir a sete pés de análises e outros exames médicos (se me sinto bem não percebo o porquê de andar a fazer testes e mais testes) mas a realização de exames médicos nas aulas práticas é constante. Hoje por exemplo fizeram-me uma ecografia, felizmente a bexiga, as vesículas seminais e a próstata estavam normais (ufa… ufa…).
Colin Hay - I Just Don't Think I'll Ever Get Over You
Desagrada-me o facto de ter que desfazer a barba todos os dias e de ter que andar sempre bem vestido. Ando ensonado o tempo todo. Sento-me sempre nas duas primeiras fiadas de cadeiras (eu não era assim… eu não era assim…). Regresso às saudosas investidas Kantinianas e ao belo do arroz "au point"… Meus amigos como eu detesto sopa de alho francês… Merdas infinitas para estudar… A interna da minha orientadora é do Cazaquistão e é gira… Ainda não me apaixonei (eu não era assim… eu não era assim…).
Buona Domenica
Comprar um monitor com sintonizador de televisão digital terrestre (com a imensa desculpa de ser muito útil na leitura de livros e coisas dos estudos), mais uma câmara fotográfica xpto (como se precisasse mesmo), uma bicicleta melhor (como se andasse imenso de bicla) ou então nada disso…
Emmy The Great - Easter Parade
Nem sei porque te escrevo. Talvez me lembre de ti com a força das outras vezes ou talvez seja novamente o tipo sozinho e sorumbático doutros tempos. Nas aulas há tipas boas, dessas tipas que nos fazem esquecer da nossa mulher. Dessas tipas tão inacessíveis e tão associadas a dores de barriga imensas. Mas lembrei-me de ti. Cada vez que nos cruzamos, tremo e essas coisas. Ela és tu. É uma tipa inacreditável e cheia de ti.
Raios, gostava dessa coisa de não gostar de ti…
Patrick Swayze - She's Like the Wind
Prontos, Prontos eu admito... Vi o Dirty Dancing mais de cinco vezes...
Apesar do burburinho e reboliço das coisas do curso tenho andado apeado de toda a gente. Agrada-me a ideia de se me agigantar a cabeça com tratados e bonecada catita mas ao mesmo tempo experimento a maior das solidões. Não sou um desses tipos que tem medo de estar sozinho nem tão pouco tenho medo do escuro ou até mesmo de dormir sem almofada mas às vezes faltam-me as pernas ou coisa que me valha.
Lembro-me das coisas boas. Lembro-me dela… E lembro-me também das boas fodas…
Seria fácil essa cena de cair de redondo por ti. Trazes no colo o mais doce dos agrados e na boca um sorriso que me enrodilha ao peito.
Gostava, gostava disso de me apaixonar por ti…
Mara Carlyle - Baby Bloodheart
Bom dia Senhor Beltrano e Sicrano…
Desculpe vossemecê pela intermitência desta coisa. Como saberá tenho tido demasiados e custosos afazeres…
Pois é bebés finalmente começou a minha derradeira aventura no mundo académico (embora não tenha a certeza se esta será a última incursão pelo sub-mundo negro e tenebroso da academia…). O curso parece ser muito muito interessante mas ao mesmo tempo muito muito muito trabalhoso. Não ocupo mais o vosso precisoso tempo, retiro-me...
PS: há gajas boas :)
Stevie Wonder - I Just Called to Say I Love You
Quando passo muito tempo com casais amigos, que aparentemente se dão estupendamente, fico sempre com um travo agridoce na boca. Feliz por eles serem radiosamente felizes e aterrorizado por não me sentir assim…
Uma ciumeira parva das coisas boas da vida, é o que é…
À medida que o tempo passa, vão existindo cada vez menos lugares que não vem nos mapas. Tenho pena que isso seja cada vez mais frequente. Que deixem de existir lugares sem nome. Que de pulo, não possamos de repente, no meio do nada, encontrar o mais glorioso dos lugares. Desde há uns anos para cá, que deixei de ter o meu lugar. Um bloco alienígeno de betão caiu não sei de onde e ocupou esse espaço sem nome que tantas e tantas vezes me abraçou com a maior das forças e dos entendimentos.
Às vezes apercebo-me que as paixões platónicas têm uma chama que nunca se apaga. Mesmo que às vezes nem demos por ela. Não foram poucas as vezes em que mesmo estando apaixonado me lembrei dessas paixões ingénuas e inconsequentes. Dessas paixões que não tem direito a corpos ofegantes e respirações palpitantes só porque iriam estragar tudo.
Tenho em dificuldade em acreditar que um dia irei amar uma e apenas uma pessoa… Mas o mundo pula e avança e eu ainda cá estou…
Men at Work - A Land Down Under
Fim-de-semana cheio de afazeres Senhor Presidente…
Juro a mim mesmo que desta vez vou fazer o mais desumano dos esforços e que hei-de apaixonar-me até me doer tudo…
Estou a uma fagulha de cair de redondo… Este estado de carência afectiva vai dar a maior das merdas… Vou acabar por me apaixonar por uma gaja feia que me dê bola…
A vida dum gajo mediano é fodida…
Tudo em Zurique tinha o teu nome, a tua cara, tu…
Queria amar alguém com a força demolidora com que te amei :(